Arquivo de novembro, 2007

Repúblicas estudantis de Ouro Preto:
uma educação para a vida

Por Flávio Tonnetti

Grande parte dos jovens que vão estudar nas faculdades públicas da cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, muito provavelmente terá como destino uma das muitas repúblicas estudantis lá existentes.As repúblicas são um tipo de moradia regulada e administrada pelos próprios estudantes e que são, no caso de Ouro Preto, ou de propriedade da universidade ou alugadas pelos estudantes. Ler mais »

A Linguagem das Flores
de Federico García Lorca

Por Flávio Tonnetti

O teatro da vida é o teatro do tempo. E Lorca, como todo grande escritor, soube explorar muito bem este tema. E como toda boa montagem, “A Linguagem das Flores”, da Cia. Ópera do Mendigo, soube dar ao tema o tratamento por ele merecido.Teve o mérito, sobretudo, de preservar a atmosfera de Granada, e as cores de Alhambra. A aura do “castelo vermelho”, com seus jardins, é a citação perfeita para a passagem do tempo. Tanto sua coloração, que muda conforme o dia, proporcionando o espírito impressionista da catedral de Rouen, do pintor Monet, quanto os diversos passeios entre os jardins do castelo de Alhambra, ermos e convidativos aos namorados, montam a circunstância perfeita para discutir a passagem do tempo com a metáfora da rosa que muda de cor e desfalece em um dia. Ler mais »

Ballet na escola pública

Por Flávio Tonnetti

Celebrando um convênio entre a Secretaria da Educação paulista e a companhia de dança Ballet Stagium, as escolas públicas de São Paulo vêm recebendo apresentações itinerantes de dança. O espetáculo “Coisas do Brasil”, escolhido para tais apresentações, funda uma experiência nova de aprendizagem. Uma experiência não livresca.Cena do espetáculo 'Coisas do Brasil'

Utilizando outras formas de narrar que não a palavra, o balé nos ensina algo. Lembra-nos de que o corpo está vivo; e que comunica. Aqui, o gesto também é palavra e a palavra, não esqueçamo-nos, só acontece enquanto gesto: na voz que baila ou no papel pela mão cristalizada.

A coreografia deste espetáculo conta, com movimentos, a história brasileira desde suas raízes indígenas. Está tudo lá: desde a chegada dos portugueses até a abertura do Brasil para os capitais externos nas metades do século passado, particularmente os norte-americanos. Nem mesmo o movimento de migração em massa das populações nordestinas para o sudeste ficou de fora. Tudo dito sem palavras. Ler mais »