Inclusão ou exclusão educacional de deficientes?
O caso dos surdos

Por Natália Frazão (surda) e Flávio Tonnetti (ouvinte)

 

Sob a bandeira da inclusão social, o MEC e diversas secretarias da educação estão desmontando as escolas especializadas em educação de surdos. A idéia é transformar estas escolas em centros de reabilitação de deficientes em geral. Contra esta medida, diversas organizações têm escrito manifestos, que chegam de diversas partes do Brasil.

O problema central desta política pública é a incompreensão de que não existe “deficiente em geral”, e sim deficiências específicas, cada qual com sua particularidade. Juntar num mesmo balaio de gato pessoas com necessidades tão distintas não lhes fará um bem, ao contrário, negará a estas pessoas o direito de serem atendidas em suas especificidades.

No caso dos surdos, por exemplo, não existe nenhuma dificuldade cognitiva que o impeça de exercer sua vida, podendo o surdo desenvolver suas potencialidades como ser humano de maneira ampla e efetiva. Os surdos nem ao menos gostam de serem chamados de deficientes, já que a palavra “deficiente” está associada a uma limitação, coisa que não consideram ter, já que a única dificuldade que eles têm é o acesso a sua própria língua, a LIBRAS.

É preciso garantir ao surdo que ele tenha sua educação ministrada em sua língua materna – que não é o Português, ao contrário do que muitos pensam. Nas escolas especiais e associações educacionais que existiam com este fim, e ainda penam em permanecer funcionando, os surdos têm este direito assegurado.

Com as novas políticas públicas, ou eles tem sido mandados a escolas regulares da rede pública, ou despejados em centros coletivos de deficientes. Na escola regular, são praticamente inexistentes os professores de LIBRAS. E se é raro encontrar um, mais raro ainda é encontrar um que realmente saiba se expressar e dominar plenamente o idioma LIBRAS que tem uma estrutura e gramática próprias – muito diferentes das da língua portuguesa.

O que fazer então? Largá-los ao cuidado de ouvintes incapazes de compreendê-los, ensiná-los e se relacionar com eles? Pois é isto que estamos fazendo.

Ninguém cometeria o absurdo, por exemplo, de colocar uma criança brasileira para ser educada por um grupo de profissionais que só se expressam numa língua estrangeira que a criança não domina e sequer aprendeu. Mas é isto que estamos fazendo com os deficientes auditivos.

Fazemos isto também com os cegos, com os surdos cegos e com os diversos tipos de deficientes mentais. Juntá-los sem distinção, seria o mesmo que inseri-los numa torre de Babel. E sabemos como é trágico o fim dos habitantes da torre.

No entendimento de que deficiência não significa limitação, mas especificidade, é que reside o sentido do termo “educação especial”. É especial porque é específica e procurar atendê-las em centros especializados em cada deficiência não é excluí-los socialmente, mas capacitá-los para que recebam uma boa educação e se desenvolvam adequadamente.

Tratá-los como se fossem pessoas como outras quaisquer, negando-lhes sua língua ou sua forma de expressão própria é que é exclusão. O Estado brasileiro deu com isso um tiro no pé. De boas intenções, diriam as vovós, o inferno está cheio.

 

 

*

Natália Frazão é surda, professora de LIBRAS e estudante universitária de administração - e teve ao longo de sua vida contado com diversas instituições para surdos. Flávio Tonnetti é ouvinte, professor de Filosofia da rede pública de ensino, pesquisador de neurociencia da USP, assistente da Diretoria de Ensino e Conselheiro do Fundo Municipal de Cultura de Osasco - além de editor deste blog.

Veja também os vídeos sobre a manifestação dos surdos na Av. Paulista contra às políticas públicas de inclusão social tal qual vêm sendo feitas.

 

42 comentários

  1. cristina Justo | 06 de Setembro de 2010 | 

    eu concordo que os surdo, os cegos e as demais pessoas com necessidades especiais devem receber atendimento diferenciado e específico.
    A política de inclusão tal qual está só faz bem para os “normais”.
    Como educadora, não tenho habilitação para atender pessoas com necessidades especiais.

     
  2. Flávio Tonnetti | 06 de Setembro de 2010 | 

    Cristina, a verdade é que a escola regular não está preparada nem sequer para os que não tem necessidades especiais. Desarticular as escolas especiais existentes será um prejuízo tanto para os alunos com necessidades especiais quanto para a escola regular - já tão cheia de problemas. Agora, fica a questão: como trabalhar a inclusão dentro deste panorama? A resposta me parece clara: ouvindo as partes interessadas e trabalhando seriamente.

     
  3. Pryscila Germini | 06 de Setembro de 2010 | 

    Flávio, envio aqui o mesmo comentário que lhe mandei por e-mail:

    Sinceramente, vi tudo isso, que vc e a autora apontam no texto, pessoalmente nos trabalhos que prestei para um grupo de estudos e trabalho da Faculdade de Educação, e cheguei a conclusão de que não dá, simplesmente isso, não dá, pra pedir que professores de português ensinem alunos especiais, pois ,redundantemente óbvio, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Ululante não? Pois é… rsrs.

    E até cheguei a pensar (acreditar mesmo), de início, que os licenciandos pudessem ter alguma matéria que os capacitasse para tal. Por pouco tempo, porém, pois vi que mesmo que tivéssemos aprendido BRAILE, LIBRAS, ou até que soubéssemos ensinar alunos com quaisquer tipos de limitações cognitivas, ainda assim não daria certo, já que um só professor (quase biônico nesse caso) não conseguiria assistir a contento todos os possíveis alunos especiais que tivesse, mais todos seus outros alunos que não necessitam de atendimento especial. Isso seria um desserviço à Educação de qualidade que reivindicamos.

    Concordo plenamente quando dizem no texto que o que se tem feito é transformar a sala de aula num balaio de gatos, as escolas de maneira geral numa torre de babel, cujo maestro (o professor), acredito eu, na maioria das vezes não tem capacidade e nem paciência pra fazer o óbvio e o simples.

    Não sei de que tratado pedagógico (dos quais saem mais um monte de absurdos todos os meses) ou de que cabeça saiu a “brilhante” idéia de como disseram ambos ” Largá-los ao cuidado de ouvintes incapazes de compreendê-los, (…) Pois é isto que estamos fazendo.”. Mas acho que vcs estão no lugar certo, no momento certo para fazer algo sobre, pois eu não tenho essa chance, já que estou fora de sala de aula. A mim, só resta constatar com tristeza e falar sobre o fracasso educacional que vivemos e ter esperança em que professores competentes como vcs façam alguma coisa.

     
  4. Fabrizia olinto | 06 de Setembro de 2010 | 

    Professor Flávio Tonnetti sou professora no DF, formada em história, e este ano atuei como tradutora ou intérprete na sala do 1o. ano do 2o. grau.Na escola até que a inclusão funciona em parte, nossos alunos tem aulas com os ouvintes e uma tradutora na sala um período e no horário inverso eles vão para a sala de recursos,a maioria dos professores fazem, mesmo que sem registro, a adaptação curricular.O problema que enfrentamos é o número reduzido de professores na sala de recurso, falta de compreenção por parte de outros professores em fazer a adaptação curricular,o pré-conceito por parte dos alunos ouvintes e falta de apoio/suporte da secretaria de educação.Bem na verdade a minha angústia se torna maior para o ano que vem, em uma outra escola,onde trabalhei ministrando aulas em libras só para surdos no noturno, já sabemos que os alunos devem ser incluidos no mesmo esquema do diurno o que a secretaria não soube me explicar é como vai funcionar a sala de recurso em turno contrário se alguns alunos que estudam no noturno trabalham de dia,a segunda questão é que na escola funciona o supletivo e o aluno surdo precisa de um tempo diferente para assimilar o conteúdo.Peço uma ajuda ou respostas pois colocar o aluno na sala só pra dizer que houve inclusão é mesmo “atirar no pé” SE NÃO FOR NO CORAÇÃO.

     
  5. Flávio Tonnetti | 06 de Setembro de 2010 | 

    Cara Fabrizia,

    São exatamente estas respostas que não temos que nos deixam aflitos. Aqui em SP os surdos fizeram uma grande manifestação - indiquei o link no fim do texto. A manifestação fez com que os surdos fossem chamados para as discussões sobre políticas públicas educacionais. Talvez seja este mesmo o caminho. Nossa tentativa, minha e da Natália, é justamente alertar sobre o problema. Aqui em São Paulo, o que sei é que não há pessoal capacitado nas escolas públicas, ao menos não em número suficiente, para fazer uma boa inclusão. É preciso que a comunidade seja alertada sobre isto. Sobre estes descaminhos da educação. São primeiros interessados os deficientes e seus familiares, que têm o direito à uma educação de qualidade assegurado pela constituição.

     
  6. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Ola Fabrizia,

    Compreendo o que você acaba de escrever em cima. Eu já conheço essa história, mas não funciona…
    Bom, desde o momento que criança surda estuda na escola especial para se tornar alfabetizada, aprender a socializar com outras crianças surdas e conhecer a própria identidade, depois cresce e ganha uma independência de vida, começa estudar na escola regular de ensino médio ou ensino superior. É isto que se chama de inclusão social…
    Imagine se as escolas especiais fossem lacradas, os alunos surdos estudariam na escola normal, mesmo assim que os professores “normais” não sentissem preparados em recebê-los, porque outros alunos deficientes também estudariam nessa escola, como “balaio de gato”, então os professores deveriam dar mais um duplo de trabalho, teriam que estudar os conteudos de ensino especifico e conhecer cada uma cultura de surdos, cegos, deficientes mentais…É bem complicado do que você imagina.
    Claro que uma redução de professores na sala de aula é um problema para todo o aluno: surdo, ouvinte, cegos e assim por diante, no entanto há um problema grande que a secretária de MEC não sabe administrar bem na area de educação de Inclusão educacional, porque se recusa a reconhecer os direitos de surdos, que precisam de livros didáticos em LIBRAS e mais escolas especiais. Aqui no São Paulo há mais ou menos 167 mil alunos surdos por só seis escolas públicas especiais! É totalmente cruel…Também isso ocorre nas outras regiões braileiras.

     
  7. Inis Maria da Silva | 06 de Setembro de 2010 | 

    Na minha opinião as escolas brasileira não estão adequadas para pessos especiais,pois,não estão adapitados ainda com essas pessoas infelizmente todos nos somos iguais só com pequenas diferenças perante a sociedade.

     
  8. dinamar | 06 de Setembro de 2010 | 

    Sou professora de Lingua Portuguesa e informática e já trabalhei com pessoas surdas, ministrando aulas de informática. Acredito que para haver a famosa inclusão educacional, nós, professores, deveriamos ser preparados para essa realidade com cursos especificos. Essa coisa de colocar o aluno com algum tipo de limitação e larga o professor e aluno para um “se virem” e se entendam se forem capazes é desumano e anti-pedagógico.

     
  9. carolina | 06 de Setembro de 2010 | 

    quero saber mais sobre a sala de recursos como funciona ,o que eles vao aprender la?

     
  10. Rosilda Maria | 06 de Setembro de 2010 | 

    Muito bem, gostei da posição de vocês, concordo que há nesta nova disposição de inclusão a exclusão eminente dos surdos, pois não há escolas preparadas para atendê-los.
    Faço-lhe uma pergunta, a qual gostaria de receber resposta: O que podemos fazer diante de tanto discaso e tamanha ignorância?
    Como ajudar a comunidade surda? As leis são interpretadas de acordo com a necessidade ou interesse de quem lê? A frustração do educando que tem necessidades educacionais especiais será tratada de que maneira?
    Bem estas questões entre outras precisam ser respondidas, mas não somente para mim, como também para os alunos especiais.

     
  11. aretuza | 06 de Setembro de 2010 | 

    procuro e procuro mais nada me informam!eu e uma amiga temos interesse em aprender o curso de libras entro em alguns sites deixo recados mais ninguem me retorna quero saber se tem algum de preferencia em niteroi pois trabalho no centro quero saber sobre valores,se e necessario algum material especifico,horarios enfim informaçoes se puderem me passar um telefone desde de ja muito obrigado

     
  12. Célia Budel. | 06 de Setembro de 2010 | 

    Eu concordo com a inclusão,desde que a escola esteja preparada para acolher essas pessoas.Já trabalhei com crianças pc grave e tive que buscar ajuda em escolas especiais e na literatura.Só que nem todo professor gosta de trabalhar com alunos port.de necessidades especiais.E faltam professores capacitados para dar aopoio,e acabam todos sofrendo com isso.

     
  13. Flávio Tonnetti | 06 de Setembro de 2010 | 

    Aretuza,

    Infelizmente somos de São Paulo e não sei informá-la, de modo seguro, sobre cursos de LIBRAS aí no RJ. Uma busca rápida no Google (utilizando os termos LIBRAS e RJ) me levou ao site do Ines (http://www.ines.org.br/). Também no site http://www.surdo.com.br pode ser que você ache algum contato.

    Boa Sorte.
    Espero tê-la ajudado.

    Flávio Tonnetti
    http://www.ensino.blog.br

     
  14. Flávio Tonnetti | 06 de Setembro de 2010 | 

    Cara Célia,

    É justamente essa falta de profissionais que se critica. E essa falta de conhecimentos dos que gerem as políticas públicas na área de educação. Sou a favor de uma educação global, democrática, dentro da qual todos os indivíduos possam se desenvolver plenamente. Infelizmente isto não é o que tenho observado - nem no caso dos surdos, nem na escola regular.

    Flávio Tonnetti
    http://www.ensino.blog.br

     
  15. aretuza | 06 de Setembro de 2010 | 

    mutio obrigado pela sua atençao flavio se caso eu consegui lhe informo

     
  16. celia | 06 de Setembro de 2010 | 

    cara aretuza
    eu sou de Curitiba e faço o curso de libras pela Faciar faculdade de Araucaria no bairro Mercês eu estou adorando e o preço é bem interessante

     
  17. Rosilane | 06 de Setembro de 2010 | 

    Acredito que a inclusão não deva ser encarada como o fim das escolas especiais, eté porque, existem alunos em condições muito particulares que não se “encaixam” nos padrões” da escola regular, que já não é boa o bastante para os ditos “normais. Entretanto, tem muita gente que portadora de deficiência que gostaria de estar no ensino regular, não para se igualar oas demais ou serem considerados “café com leite” na aula, mas, para exercer sua cidadania. Penso que o processo de inclusão deve ser visto como um “suporte” à escola especial, além de uma opção a mais, para aquelas pessoas que queiram ingressar na escola regular. A forma como a inclusão vem sendo tratada pelo MEC é que não está bem fundamentada, como já comentaram anteriormente. Por outro lado, posso imaginar como se sentem as pessoas que lidam com os alunos especiais e os vêem “lançados à própria sorte” no ensino regular, como vem acontecendo na maioria dos casos. Minha monografia da graduação foi na área de inclusão e eu destaquei alguns anseios dos profissionais envolvidos no trabalho educacional nas escola especiais.
    “Existe certo receio, por partes dos profissionais que trabalham com a educação especial, a respeito de uma possível “extinção” de tal modalidade de ensino. Na verdade, esse receio não é infundado, pois, ao voltarmos na história, percebemos como eram tratadas as pessoas portadoras de deficiências, o que mudou ao longo dos tempos e a importância da criação das escolas especiais. Foram muitos esforços dos profissionais envolvidos com a educação especial, para que os portadores de deficiências fossem respeitados e garantissem espaços cada vez maiores na sociedade, ousaríamos, inclusive, dizer que a Escola Especial poderia ser considerada “mãe” da Escola Inclusiva e que a “extinção” daquela poderia ser considerado um ato de exclusão, devido ao fato de sabermos que existem e sempre existirão alunos que, em virtude da gravidade da doença que lhes causa alguma deficiência, não conseguirão se adaptar à escola regular.
    Registro aqui que sou a favor da inclusão, obviamente, não da forma que essa inclusão vem sendo imposta.

     
  18. Renato Azevedo | 06 de Setembro de 2010 | 

    Pessoal… Isso é ignorância de nossos governantes, no mínimo aproveitamento político para angariar simpatizantes na hora do voto,assim como das pessoas que não tem visão educacional do tema, ou seja, ignoram o que é dar aula, não tem noções de didática (não conhecem a realidade prática na sala de aula) e desconhecem as necessidades tanto de alunos “normais” e muito menos os de “necessidades especiais”. Nossos governantes devem ter consciência que para que aconteça inclusão, deve haver muito investimento nos setores específicos de cada necessidade e na educação em geral. Em minha escola foi feita uma grande campanha pela inclusão, a direção fez o possível para adaptar a escola às leis de inclusão, rampas de acesso para cadeirantes, bebedouros adaptáveis, estacionamento privativo, porém não previram disponibilidade de professores especiais em cada turma onde incluissem os portadores de necessidades especiais(surdos, cegos, autistas, sindrome de down, dislexia, e outros) e isso seria inviavel tanto para os administradores (financeiramente), quanto para os alunos “normais” que deveriam ter a paciência de esperar até que aquele conteúdo que está sendo ministrado, pudesse ter sido repassado por completo a todos da sala. Além do que este ano para fins de economia, o governo de nosso estado, RS, fechou várias escolas, recondicionando o número de alunos(para mais), encurralando os alunos em salas de até 50 alunos por turma, imaginem o caos com a inclusão de portadores de necessidades especiais?!?!?!
    Desculpem mas é um assunto muito delicado e penso ser inviável essa “BOA INTENÇÃO” de nossos especialistas políticos. Devem sim, os governos em primeiro lugar, abrir espaço para manifestação dos NEs, ouvi-los, disponibilizar mais escolas e espaços públicos adaptados, aumentarem as verbas para programas específicos, respeitar, valorizar e capacitar mais os professores.

     
  19. Flávio Tonnetti | 06 de Setembro de 2010 | 

    Rosilane e Renato,

    O assunto que vocês abordam é tão interessante que me motivou a escrever sobre a questão da inclusão de um modo mais amplo. Farei isto tão logo seja possível, como uma maneira de dialogar e responder aos posts de vocês dois.

    Flávio Tonnetti
    http://www.ensino.blog.br

     
  20. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Renato,

    Vou escrever simples. Algo que você escreveu chamou-me com uma maior atenção, é “(…)investimento nos setores específicos de cada necessidade e na educação em geral(…)”, porque entre comunidades dos surdos comentam que o governo pretende “reduzir” a verba da educação especial para incluir os alunos especiais na escola regular, no entanto não de alguma forma de pensar outro caminho de melhorar a qualidade de escola qualquer, como por exemplo, construir mais escolas especiais para milhares de alunos com diversas deficiências, materiais didáticos específicos como LIBRAS e Braile…Para que falam tanto da inclusão social e não pensem sobre isto…

     
  21. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Galera,

    Caso queiram conhecer mais um pouco a história de ONG “Vez da Voz” para todo o tipo de deficiência: visual, físico, auditivo até sindrome de Down, entrem no site http://www.vezdavoz.com.br
    Neste, há cursos de LIBRAS.

     
  22. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Aretuza,

    Flávio te oferece um excelente curso de LIBRAS de INES(http://www.ines.org.br/Paginas/historico.asp). Este é uma instituição mais conhecida e respeitada pelas comunidades dos surdos, porque ela foi a primeira instituição especial para alunos surdos desde os últimos anos de império com Dom Pedro.
    Há outro curso de Libras no RJ, entre no site http://www.casadosilencio.hpg.ig.com.br

    Espero que eu e Flávio possamos lhe oferecer esse algo útil.

     
  23. fernando | 06 de Setembro de 2010 | 

    Estou fazendo um trabalho de escola, sobre o assunto acho sim que com um pouco de dedicaçao, informaçao e verba, as escolas estariam sim preparadas para receber alunos com deficiencia.

     
  24. silvia | 06 de Setembro de 2010 | 

    bem como professora da educação infantil não poderia deixar de comentar, temos na escola vários casos de inclusão, de surdos, sindrome de down e paralisia cerebral. a direção finge que não sabe das dificuldades em sala de aula, a coordenadora vem cheia de idéias para os portadores de necessidades especiais, enchem as salas de alunos que por sua vez também precisam de atenção especial pois são pequenos demais (entre 3, 4 e 5 anos). gostaria de saber onde fica o direito do professor, aluno precisa de banheiro o professor leva e o resto da classe fica com quem??? professora grávida pega deficiente coloca na cadeira, no chão, ajudar a caminhar..e os outros ficam congelados??? mas todos fingem que não acontece nada ..isso é inclusão??

     
  25. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Tu tens toda a razão, professora!!!

    Apesar de que fui a sua aluna, vivi e conheci toda a história da escola dos surdos, nunca vi que outro deficiente, que poderia ser diferente do meu ambiente, entrar na escola, daquela forma de você acabou de escrever.
    Mas infelizmente, existe várias questões da educação que nós estamos enfretando e lutando, outros acham que a inclusão social “faz bem para todos”, porém não há suficientemente recursos para atender às necessidades dos deficientes, ou seja, quem coloca um deficiente no trabalho, na escola, no teatro e etc, não sabem realmente quem é ele.
    Ainda bem que sou voluntária da FENEIS, como jornalista, vou tentar lutar pelo direitos dos surdos, principalmente a educação e o trabalho deles.
    Tente não desanimar! Se for isso, eu também ficarei.

    Beijos com saudades.
    De Sua aluna tagarela.

     
  26. Barbara Lopes Basílio | 06 de Setembro de 2010 | 

    Olá prof.Flávio, eu sou a Bárbara. No ano de 90 fiz o curso de “educação de surdos” no INES, juntamente com a faculdade de Pedagogia, com formação em Adminsistração Escolar e Magistério. Meu sonho era fundar e dirigir uma Creche-escola de Princípios focada para crç. surdas.
    A vida deu voltas e o sonho ficou guardado no coração e na gaveta.
    Hoje 2008, faço pós graduação em Adminstração Escolar e estou elaborando minha monografia, que vou escrever com fervor…
    Não aceito o termo “portador de necessidades especiais”. Coisa nenhuma! O surdo apenas não ouve; ou ouve mal. O fato de quererem incluído no modelo de “IN clusão”, políticamene correto, dizem,é uma temeridade.Enquanto houver o pré-conceito e a mistificação, em relação ao surdo, tal inclusão não se dará. O surdo precisa de tempo diferente para assimilar os conteúdo, não que ele não seja inteligente, mas ele, ao meu ver, é como o índio, que tem uma linguagem própria, um código específico, pensa LIBRA logo reage LIBRA. Onde estão os livros didáticos em libra? Onde stão as escolas especiais? Colocar o surdo na escola comum é o mesmo que continuar discriminando-o ,pois , se nem a crç. ouvinte consegue ser educada, convivendo com a rebeldia, palavrões e destratos para com os professores- Ainda bem que estes são surdos…ainda temos chance de salvar alguns!

     
  27. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Barbara,

    Primeiramente lhe agradeço por ter acessado ao este blog do Flávio.
    Concordo com você, aquele termo Portador de necessidade especiais não tem nada a ver com surdos, porém ainda há outros termos desnecessários para falar sobre qualquer assunto, que está ligado ao mundo dos surdos, por exemplo, pensam que os surdos são deficientes auditivos, surdo-mudos, ou seja aquele ouvinte fala que o surdo está usando o gesto, mas não fala que ele está se comunicando por meio de língua de sinais, também fala que o intérprete de sinais é um professor,mas não é, sim um profissional.O pior é que falam ou escrevem assim: Linguagem de sinais! Não é bem assim, porque os surdos possuem sua própria língua de sinais, como outras línguas.
    Portanto, o mais importante é que nós temos que explicar com paciência para outros o que é correto falar coisas sobre vida dos surdos.

    É muito bom ver que você tem vontade de ajudar e preocupa com a melhoria da educação da criança surda. Tente buscar seu plano com criatividade ou algo assim para saber como poder fundar a escola ou a crechê para essa criança.

    Boa sorte ao seu plano!

    Natalia Frazão.

     
  28. Rosane da Silveira | 06 de Setembro de 2010 | 

    Estou fazendo pos em Educação Especial Inclusiva e achei interessante os comentários, tenho que fazer uma manografia e meu tema é A didática para o deficiente na escola regular, e desses comentários vou tirar algumas ideias e preciso saber há uma didática na sala de aula?

     
  29. cynira | 06 de Setembro de 2010 | 

    professor Flavio e Natalia sou estudante do curso de pedagia e minha monografia sera sobre inclusao de surdos na rede publica e privada e gostaria de me aprofundar no assunto adorei o texto de voces tambem ensino a surdos e preciso manter contato com voces

     
  30. Natalia | 06 de Setembro de 2010 | 

    Rosane,

    A didática para alunos com deficiência na escola regular existe?
    Tenho uma maior dúvida nisso!
    Será que já viu a didática em braile para alunos cegos?
    Pois é, nós temos que agir para resolver esse problema do que estarmos pensando…pensando…pensando.

    A sua monografia pode ser um bom começo a todos. Tente transformar isso na realidade.

     
  31. elen | 06 de Setembro de 2010 | 

    olá,
    tambem concordo que esta inclusão foi “um tiro no pe”, acredito que para dar certo, deveria haver professores capacitados e atualizados, salas de rcursos, acompanhamento psicopedagogico, o que não acontece na escola onde faço estagio (e em tantas outras).Sou estudante de letras e estou iniciando um projeto, a inclusão de deficientes na escola regular:malefios e beneficios. Gostaria que, se possivel, me mandassem depoimentos,artigos, entrevistas…,que pudessem me auxiliar no projeto.parabnes peo blg e pela vitoria da Natalia

     
  32. maria edna dos santos barbosa de figueiredo | 06 de Setembro de 2010 | 

    sou maria edna, estou fazendo a pós-graduação em gestão eorganização escolar,já vou começar a escrever a monografia e pretendo falar sobre a inclusão social nas escolas publicas e mim focar mas nos surdos pois tenho como objetivo trabalhar no municipio que moro como eles

     
  33. Ana Paula Jung | 06 de Setembro de 2010 | 

    Olá! Sou Ana Paula Jung. Sou Pedagoga, Tradutora e Intérprete de LIBRAS e atualmente estou como diretora de uma escola de surdos em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
    Aqui nos “pampas” a luta pela não inclusão continua. No dia 04/11/2008 tivemos uma audiência pública na assembléia legislativa do estado para tratar exatamente da questão da inclusão proposta pelo MEC e do possível fechamento das escolas de surdos. Haviam reservado a 2ª maior sala plenária. LOTAMOS! Abriram mais uma sala com telão. LOTAMOS! E precisaram abrir mais uma sala com telão. LOTAMOS TAMBÉM! Os deputados ficaram impressionados, os corredores estavam lotados e tivemos vários surdos opinando sobre a causa.
    PRECISAMOS FORTALECER O MOVIMENTO PELA NÃO INCLUSÃO DOS SURDOS. PELA MANUTENÇÃO E AMPLIAÇÃO DAS ESCOLAS DE SURDOS!
    Um grande abraço!
    Ana

     
  34. Rosely F. M. Gomes | 06 de Setembro de 2010 | 

    Comprendemos que não deva haver exclusão das pessoas com surdez mas também extinguir com as instituições voltadas ao atendimento das pessoas com NEES é um absurdo.
    concordo com a colega Ana:
    Precisamosfortalecer o movimento pela manutenção das escolas de surdos.
    Um abraço
    Rosly F. M. Gomes
    Saquarema - RJ

     
  35. Ana Denise | 06 de Setembro de 2010 | 

    Compreendo que a inclusão precisa ser pensada com muita responsabilidade pois é uma ação política, cultural, social e pedagógica, e que parte da necessidade e do direito de todos os alunos de estarem juntos aprendendo sem nem um tipo de discriminação. O que deve-se fazer urgente, é correr atraz dos direitos conquistados através das lutas e criar alternativas para superar as dificuldades e superar a lógica da exclusão!!!

     
  36. Tatiana- RJ | 06 de Setembro de 2010 | 

    Ola, concordo com toda essa polêmica sobre a inclusão dos portadores de deficiências seja elas qual for.Sou estudante de publicidade e neste semestre quero realizar um projeto social sobre deficientes surdos-mudos.Gostaria que vcs me respondessem qual é maior dificuldade dos surdos? é realmente a de ” não se sentir incluso na sociedade” ou as limitações que encontram dentro do próprio meio familiar?

     
  37. Aparecida | 06 de Setembro de 2010 | 

    Olá , concordo com toda esta polemica sobre “inclusão”. Minha Monografia vai ser sobre “INCLUSÃO” e gostaria de recerber alguns comentarios para acrescentar o meu trabalho, desde ja agradeço obrigada.

     
  38. Natalia Frazão | 06 de Setembro de 2010 | 

    Tatiane,

    Obrigada pela sua atenção.
    Eu gostaria de corrigir alguma coisa do seu comentário, é o termo mudo-surdo não existe, porque esse termo não significa que todos surdos são mudos ou mudinhos ou perdem uma voz total, sim eles só têm problema de audição e alguma possibilidade de aprender a falar, depende da intenção deles.

    A maior dificuldade da vida dos surdos é um limite de comunicação, por exemplo, esses surdos não têm acompanhado um intérprete de LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais- para comunicar com médico dentro da entidade hospitalar, para comunicar com responsáveis de RH durante entrevista do emprego, não conseguem assistir ao filme brasileiro no cinema devido à falta de legenda em português, não frenquentam teatro ou museu devido à falta de intérprete de LIBRAS, e entre outros.
    O mais importante é entender que a vida de pessoas de várias etnias sempre possui uma limitação, porém é melhorar um pouco a condição de vida delas. Isso ajuda bastante para essas pessoas.

    Abraços,

    Natalia Frazão.

     
  39. Alessandra | 06 de Setembro de 2010 | 

    Olá No Brasil atualmente nos educadores deparamos com a lei de que é imposto a inclusão,mas que inclusão estamos falando! daquela que o surdo é colocado nas escolas regulares e são tratados como ouvintes???Não acredito que os surdos deveria ser tratados com doentes,não é isso;mas eles tem que ter um atendimento diferenciados com a´LIBRAS pois diversas pesquisas nos mostram que através dela os surdos conseguem ter melhor aproveitamento pedagógico;mas mesmo tendo lido sobre o assunto fico pensando qual seria o ideal para os surdos?Pois na historia desse povo,vemos que foram os ouvintes que decidiram como deveria ser e pronto.Outra coisa alguem teria os datos dessa lei para acabar com as escolas de surdos?Se for realmente verdade considero arbitraria e opressora.

     
  40. LUCIA LIANI KONZEN | 06 de Setembro de 2010 | 

    COMO APARECIDA, MINHA MONOGRAFIA TAMBEM SERÁ SOBRE INCLUSÃO E GOSTARIA DE RECEBER ALGUNS COMENTÁRIOS PARA ENRIQUECER MEU TRABALHO.
    TRABALHO NUMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL - APAE - E CONCORDO COM ESSA POLÊMICA DA INCLUSÃO.

    abraços
    Lúcia Liani Konzen

    Buritis MG

     
  41. iara almeida | 06 de Setembro de 2010 | 

    ola pessoal !meu nome é iara , sou evangélica e estou desesperada procurando alguem cheio de amor pra me ensinar libras , pq amo ou deficientes auditivos e quero compartilhar com eles tudo q tenho aprendido de Senhor Jesus, me ajudem por favor !

     
  42. NILDA | 06 de Setembro de 2010 | 

    ola, sou professora de educação infantil, recebi na minha sala um aluno que necessita de cuidados especiais, diagnostico hidrocefalia. No primeiro dia de aula pude perceber , sem que ao menos a diretora me avisasse, simplesmente “toma se vire” , não tem um funcinário que possa estar comigo na sala, pois meus alunos tem 3 á4 anos , 20 alunos na sala. Esperei a diretora me chamasse para conversar, pois nos 3 primeiros dias ficou sabendo que na escola tinha um aluno com necessidade especiais. Não tenho uma especialização, sendo que na escola tem tres professoras no periodo da manhã que tem esta especialização. A mãe não pode colocar de manhã. voltando a conversa que tivemos “diretora e coordenadora”. só porque pedi que o aluno seja matricula no periodo da manhã, pois não quero que o aluno só fique na sala por ficar, a coordenadora me magoou isso que voce está fazendo exclusão, feriu meu sentimento, pois ela não entedeu que eu como profissional estou preocupada com o desenvolvimento do aluno e dos dmais que também, no dia seguinte o aluno ficou na minha sala é super hiperativo, sai da sala constantemente, o pior que o funcionário pega ele e leva para a sala fecha a porta e sai. Gosto do aluno quero poder ajudá-lo , mas não tenho nenhum funcionário na minha sala. O que eu vou fazer? será que vou até a secretaria da educação para saber o que está acontecendo?

     

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