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	<title>Comentários sobre: Qualidade de serviços educacionais e a noção de projeto</title>
	<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/</link>
	<description>Blog destinado à comentários críticos, notícias e reportagens sobre políticas educacionais e práticas de ensino.</description>
	<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 12:56:51 +0000</pubDate>
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		<item>
		<title>Por: ERASMO PEREIRA DE LIMA</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-16582</link>
		<dc:creator>ERASMO PEREIRA DE LIMA</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 03:07:53 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-16582</guid>
		<description>Debate bom e polêmico. Indubitavelmente a Educação é um direito, Mas um direito que se realiza por meio de um serviço, logo a educação também é um serviço.É um serviço que seu nível de excelência para se estabelecer depende de três fatores: Formação de quem educa, da estrutura onde se educa e de quem vai ser  educado.Esta é  a verdade. Não  devemos ser hipócritas.: professor bem formado, escolar estruturada e a alunada com qualidades  motiváveis para  aprender. E adicionado a  esses elementos a seguinte fórmula: VONTADE, MÉTODO E DISCIPLINA. o RESTO É MIOLO DE  POTE E CONVERSA PARA INGLÊS VÊ. O senado e a câmara dos Deputados estão repletos de  teórico , filósofos e sociólogos.O que se precis é FAZER.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Debate bom e polêmico. Indubitavelmente a Educação é um direito, Mas um direito que se realiza por meio de um serviço, logo a educação também é um serviço.É um serviço que seu nível de excelência para se estabelecer depende de três fatores: Formação de quem educa, da estrutura onde se educa e de quem vai ser  educado.Esta é  a verdade. Não  devemos ser hipócritas.: professor bem formado, escolar estruturada e a alunada com qualidades  motiváveis para  aprender. E adicionado a  esses elementos a seguinte fórmula: VONTADE, MÉTODO E DISCIPLINA. o RESTO É MIOLO DE  POTE E CONVERSA PARA INGLÊS VÊ. O senado e a câmara dos Deputados estão repletos de  teórico , filósofos e sociólogos.O que se precis é FAZER.</p>
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		<title>Por: Colbert</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-12241</link>
		<dc:creator>Colbert</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 14:01:07 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-12241</guid>
		<description>Gostei da discussão e gostaria de acrescentar um comentário àquele proferido por Gisele. Os pais não sabem bem o que é importante para a formação dos filhos. Eles sabem bem que precisa que seus filhos sejam aprovados em alguma universidade. Para muitos deles esta é a única importância para o ensino fundamental e médio. Veja como as pessoas fazem referência ao que se pretende aprender: "passar no vestibular". Mas será que isto está correto? Concordo que o ensino muitas vezes não é eficiente por falta de projeto, seja ele em escola pública ou privada. O que precisamos é saber fazer projeto na área educacional e não na área comercial. Vender um produto demanda um projeto diferente daquele que é capacitar o jovem para que no futuro, talvez, seja capaz de vender um produto.
Escreve algumas coisa sobre educação em: conhecer-mistoquente.blogspot.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei da discussão e gostaria de acrescentar um comentário àquele proferido por Gisele. Os pais não sabem bem o que é importante para a formação dos filhos. Eles sabem bem que precisa que seus filhos sejam aprovados em alguma universidade. Para muitos deles esta é a única importância para o ensino fundamental e médio. Veja como as pessoas fazem referência ao que se pretende aprender: &#8220;passar no vestibular&#8221;. Mas será que isto está correto? Concordo que o ensino muitas vezes não é eficiente por falta de projeto, seja ele em escola pública ou privada. O que precisamos é saber fazer projeto na área educacional e não na área comercial. Vender um produto demanda um projeto diferente daquele que é capacitar o jovem para que no futuro, talvez, seja capaz de vender um produto.<br />
Escreve algumas coisa sobre educação em: conhecer-mistoquente.blogspot.com</p>
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	<item>
		<title>Por: Doralice Araújo</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-9050</link>
		<dc:creator>Doralice Araújo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 12:59:19 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-9050</guid>
		<description>Ótima conversa, Flávio; vou recomendá-la aos meus leitores. Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótima conversa, Flávio; vou recomendá-la aos meus leitores. Um abraço.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gisele</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-7649</link>
		<dc:creator>Gisele</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 20:50:14 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-7649</guid>
		<description>Flávio, inicialmente gostaria de parabenizá-lo pela exposição de idéias bem argumentadas em seu texto.

Atuo em uma Instituição Privada há alguns anos e venho observando a grande movimentação dos pais, em relação a escolha da Instituição que dará a formação aos seus filhos.
Tenho contato constante com muitos pais, que em suas curiosas idéias sobre a definição do termo Educação, saem ao mercado, sem a clareza do querem "comprar" para seus filhos.
Me refiro restritamente ao ensino privado, pois existe um abismo muito grande, entre as expectativas da clientela atendida nas Instituições Públicas e Privadas.
Podemos fazer uma comparação, com uma compra no supermercado. O cliente chega, analisa o produto que quer levar, e o compara, com outros de qualidade maior ou inferior. A definição de qual mercadoria será levada, dependerá de uma série de fatores. Inicialmente o cliente verá se o preço do produto está condizente com o que ele pode pagar. Num segundo momento, verificará a qualidade daquele determinado produto, para ter certeza de que o custo benefício, será garantido.
O processo de escolha da Instituição Privada de Ensino, não é menos diferente, visto que existem diferentes "produtos", com diferentes "valores".
Entretanto, esta escolha não é fácil, pois muitos pais ou responsáveis desconhecem a necessidade da educação. Em muitos momentos recebo pais, que não conseguem definir o que, de acordo com as experiências de vida de cada um, seria importante na formação de seus maiores bens, os filhos.
O que as pessoas de modo geral precisam conhecer é a elas mesmas, precisam saber, o que será necessário para a formação de um indivíduo que fará a diferença na sociedade em que vivemos. Mas isto, não esta escrito em nenhum artigo, tese ou reportagem. Isto está enraizado em nossa cultura, que pratica o capitalismo exacerbado e não dá razão nem vazão para o que é essencial, porém invisível aos olhos.
Mas uma coisa está certa, por mais mercadológica que a educação esteja hoje, certamente existirá diferentes projetos e propostas, que conseguiram atender as diferentes expectativas, sejam de pais, professores ou alunos.
Por mais capitalista que o mundo "esteja", sempre existirá o livre arbitrio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Flávio, inicialmente gostaria de parabenizá-lo pela exposição de idéias bem argumentadas em seu texto.</p>
<p>Atuo em uma Instituição Privada há alguns anos e venho observando a grande movimentação dos pais, em relação a escolha da Instituição que dará a formação aos seus filhos.<br />
Tenho contato constante com muitos pais, que em suas curiosas idéias sobre a definição do termo Educação, saem ao mercado, sem a clareza do querem &#8220;comprar&#8221; para seus filhos.<br />
Me refiro restritamente ao ensino privado, pois existe um abismo muito grande, entre as expectativas da clientela atendida nas Instituições Públicas e Privadas.<br />
Podemos fazer uma comparação, com uma compra no supermercado. O cliente chega, analisa o produto que quer levar, e o compara, com outros de qualidade maior ou inferior. A definição de qual mercadoria será levada, dependerá de uma série de fatores. Inicialmente o cliente verá se o preço do produto está condizente com o que ele pode pagar. Num segundo momento, verificará a qualidade daquele determinado produto, para ter certeza de que o custo benefício, será garantido.<br />
O processo de escolha da Instituição Privada de Ensino, não é menos diferente, visto que existem diferentes &#8220;produtos&#8221;, com diferentes &#8220;valores&#8221;.<br />
Entretanto, esta escolha não é fácil, pois muitos pais ou responsáveis desconhecem a necessidade da educação. Em muitos momentos recebo pais, que não conseguem definir o que, de acordo com as experiências de vida de cada um, seria importante na formação de seus maiores bens, os filhos.<br />
O que as pessoas de modo geral precisam conhecer é a elas mesmas, precisam saber, o que será necessário para a formação de um indivíduo que fará a diferença na sociedade em que vivemos. Mas isto, não esta escrito em nenhum artigo, tese ou reportagem. Isto está enraizado em nossa cultura, que pratica o capitalismo exacerbado e não dá razão nem vazão para o que é essencial, porém invisível aos olhos.<br />
Mas uma coisa está certa, por mais mercadológica que a educação esteja hoje, certamente existirá diferentes projetos e propostas, que conseguiram atender as diferentes expectativas, sejam de pais, professores ou alunos.<br />
Por mais capitalista que o mundo &#8220;esteja&#8221;, sempre existirá o livre arbitrio.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fabrício Barros</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6832</link>
		<dc:creator>Fabrício Barros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 22:51:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6832</guid>
		<description>Em tempo, a ligação para texto é: http://totalidade.blogspot.com/2009/03/educacao-ou-servico-privado.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempo, a ligação para texto é: <a href="http://totalidade.blogspot.com/2009/03/educacao-ou-servico-privado.html" rel="nofollow">http://totalidade.blogspot.com/2009/03/educacao-ou-servico-privado.html</a></p>
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	<item>
		<title>Por: Fabrício Barros</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6825</link>
		<dc:creator>Fabrício Barros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 09:02:56 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6825</guid>
		<description>Não gosto do texto. Seu último comentário me parece inaceitável. De toda forma, atendi ao seu pedido. A réplica a ele está no meu blog. Fernando, parabéns pelo comentário crítico: de um republicanismo exemplar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não gosto do texto. Seu último comentário me parece inaceitável. De toda forma, atendi ao seu pedido. A réplica a ele está no meu blog. Fernando, parabéns pelo comentário crítico: de um republicanismo exemplar.</p>
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		<title>Por: Alcione</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6443</link>
		<dc:creator>Alcione</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 03:18:13 +0000</pubDate>
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		<description>Tem um selo para você no meu blog. Espero que goste!
http://ensquimica.blogspot.com/2009/03/blog-maneiro.html
Abs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem um selo para você no meu blog. Espero que goste!<br />
<a href="http://ensquimica.blogspot.com/2009/03/blog-maneiro.html" rel="nofollow">http://ensquimica.blogspot.com/2009/03/blog-maneiro.html</a><br />
Abs.</p>
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	<item>
		<title>Por: Natalia Frazão</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6354</link>
		<dc:creator>Natalia Frazão</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 14:36:24 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6354</guid>
		<description>Flávio,
Acabei de lembrar agora que na antigamente (não muito), não preocupavam ou não tinham nada a ver com a qualidade de gestão educacional, pois sim tratavam de educação como um direito a todos, mesmo assim, com problemas sociais e geográficos, por exemplo, o conflito político de império, a imposição de Era de Vargas até a ditadura militar, lá sempre houve uma educação básica para todos (Claro que nem todos, só definindo a educação, não contando que ela é boa ou ruim). Infelizmente, quando o mundo de capitalismo se expandiu fortemente e rapidamente em todo o lugar, começou gerar um novo sentido de educação como a qualidade, por exemplo, se nós falamos que a escola pública é fraca ou deficitária –é má qualidade - e outra escola privada, não, ou seja, quer dizer que tem uma boa qualidade. É absurdo quando pensamos que se nós perguntamos para pessoas comuns “O que é uma qualidade de ensino?”, provavelmente, elas respondam dessa forma: Escola privada é cara e tem uma boa qualidade de ensino. Isto é ponto de vista capitalista, mas, de fato, essas pessoas não sabem definir o que o termo qualidade significa ou serve para a educação. Nem eu. Só sei definir o termo qualidade para área de administração, por exemplo, avaliar os processos de produção de bens ou prestações de serviços para outras pessoas físicas ou jurídicas. Mas a educação? Não sei. Para mim, ela é apenas um direito social a todos. Ou seja, ninguém pode dizer quem não pode aprender a aula dentro da escola, que já é ruim ou boa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Flávio,<br />
Acabei de lembrar agora que na antigamente (não muito), não preocupavam ou não tinham nada a ver com a qualidade de gestão educacional, pois sim tratavam de educação como um direito a todos, mesmo assim, com problemas sociais e geográficos, por exemplo, o conflito político de império, a imposição de Era de Vargas até a ditadura militar, lá sempre houve uma educação básica para todos (Claro que nem todos, só definindo a educação, não contando que ela é boa ou ruim). Infelizmente, quando o mundo de capitalismo se expandiu fortemente e rapidamente em todo o lugar, começou gerar um novo sentido de educação como a qualidade, por exemplo, se nós falamos que a escola pública é fraca ou deficitária –é má qualidade - e outra escola privada, não, ou seja, quer dizer que tem uma boa qualidade. É absurdo quando pensamos que se nós perguntamos para pessoas comuns “O que é uma qualidade de ensino?”, provavelmente, elas respondam dessa forma: Escola privada é cara e tem uma boa qualidade de ensino. Isto é ponto de vista capitalista, mas, de fato, essas pessoas não sabem definir o que o termo qualidade significa ou serve para a educação. Nem eu. Só sei definir o termo qualidade para área de administração, por exemplo, avaliar os processos de produção de bens ou prestações de serviços para outras pessoas físicas ou jurídicas. Mas a educação? Não sei. Para mim, ela é apenas um direito social a todos. Ou seja, ninguém pode dizer quem não pode aprender a aula dentro da escola, que já é ruim ou boa.</p>
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	<item>
		<title>Por: Flávio Tonnetti</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6067</link>
		<dc:creator>Flávio Tonnetti</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 01:38:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6067</guid>
		<description>Fernando,

Ótima interlocução. De fato trato, neste texto especificamente, a educação como um serviço e não como um direito; e utilizo, sim, para isso, um jargão empresarial, como você bem notou. A educação, ainda dentro da perspectiva de projeto - entendida por alguns como algo redentor ou missionário, mas não por mim - pretende-se um direito, mas da maneira como é operada em nossa sociedade - o que significa que há uma diferença entre o que deveria ser e o que é - continua, e continuará ainda por muito tempo, não sendo nada além de um serviço. Uma pena, de fato. Historicamente poderíamos argumentar que a chamada "boa educação" sempre foi um direito restrito - ou um instrumento de dominação de elites, como queira. Poderíamos falar de lutas de classes e interesses. Mas aí seríamos obrigados a assumir, eu e você, que fazemos parte das elites, conclusão visível por nossos níveis de escrita e argumentação. Novamente aí, prefiro a perspectiva "dos mercados", consumidores e fornecedores num cenário no qual estejam garantidos ampla competição e oferta. O que quero dizer é que um mercado é para mim um cenário mais justo do que algo estratificado numa divisão de classes - e no qual é totalmente coerente, sim, falar em direitos do consumidor, por que não? Quanto à nossa educação pública, entendida como educação dos pobres, continuará sendo uma "educação fraca", por algumas décadas; ou séculos, a julgar pelo perfil de nossos gestores. E é fraca apenas porque é incapaz de realizar qualquer projeto. E qual deve ser o projeto da educação pública? Temo aí que qualquer decisão possa ser arbitrária. Eu, por exemplo, sou a favor de que toda educação seja pública, mas com a garantia de que cada grupo possa decidir aquilo que considera essencial ao seu meio de vida, ao seu projeto de educação. Quero o direito de que um casal possa educar seu filho em casa, algo impossível em nossa legislação vigente. Mas sobre estas idéias não tenho qualquer pretensão de que se realizem. Nem é preciso. Aceitar a perspectiva de mercados, algo possível no cenário que tomo, garante que exista maior gama e disponibilidade de projetos educacionais. E isso me interessa muito, porque dentro dessa possibilidade eu insiro a variável Liberdade, que deveria, em tese, ser assegurada pelo livre mercado. Requer uma grande dose de tolerância aceitar que o projeto educacional do outro, tão diverso do meu ou do seu, também possa ser um projeto possível, e válido. A educação nem precisa ser um direito. É a vida que precisa ser um direito. E as idéias neste texto lhe incomodam muito não pela educação que se pode comprar como um serviço, mas pela falta de dinheiro para comprá-la. Não é a falta de educação nosso problema social, mas a falta mesma do dinheiro que nos daria o direito de comprá-la. Gosto de lembrar de Muhammad Yunus, o economista e banqueiro paquistanês que criou um sistema revolucionário de financiamento para os pobres de seus país: "Pobre não precisa de educação, pobre precisa de dinheiro". Visão excessivamente capitalista? Para mim é lucidez. Para brasileiros que somos, o capitalismo mesmo é uma impossibilidade, pois preveria a livre circulação de bens, capitais e pessoas, algo ainda para nós muito distante. Estamos mesmo é mais próximos do coronelismo, com pessoas discutindo em nível nacional formas de controlar o modo como uma nação inteira deve ser educada. Sinal dos tempos.

Cordialmente.

Flávio Tonnetti
www.ensino.blog.br</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>Ótima interlocução. De fato trato, neste texto especificamente, a educação como um serviço e não como um direito; e utilizo, sim, para isso, um jargão empresarial, como você bem notou. A educação, ainda dentro da perspectiva de projeto - entendida por alguns como algo redentor ou missionário, mas não por mim - pretende-se um direito, mas da maneira como é operada em nossa sociedade - o que significa que há uma diferença entre o que deveria ser e o que é - continua, e continuará ainda por muito tempo, não sendo nada além de um serviço. Uma pena, de fato. Historicamente poderíamos argumentar que a chamada &#8220;boa educação&#8221; sempre foi um direito restrito - ou um instrumento de dominação de elites, como queira. Poderíamos falar de lutas de classes e interesses. Mas aí seríamos obrigados a assumir, eu e você, que fazemos parte das elites, conclusão visível por nossos níveis de escrita e argumentação. Novamente aí, prefiro a perspectiva &#8220;dos mercados&#8221;, consumidores e fornecedores num cenário no qual estejam garantidos ampla competição e oferta. O que quero dizer é que um mercado é para mim um cenário mais justo do que algo estratificado numa divisão de classes - e no qual é totalmente coerente, sim, falar em direitos do consumidor, por que não? Quanto à nossa educação pública, entendida como educação dos pobres, continuará sendo uma &#8220;educação fraca&#8221;, por algumas décadas; ou séculos, a julgar pelo perfil de nossos gestores. E é fraca apenas porque é incapaz de realizar qualquer projeto. E qual deve ser o projeto da educação pública? Temo aí que qualquer decisão possa ser arbitrária. Eu, por exemplo, sou a favor de que toda educação seja pública, mas com a garantia de que cada grupo possa decidir aquilo que considera essencial ao seu meio de vida, ao seu projeto de educação. Quero o direito de que um casal possa educar seu filho em casa, algo impossível em nossa legislação vigente. Mas sobre estas idéias não tenho qualquer pretensão de que se realizem. Nem é preciso. Aceitar a perspectiva de mercados, algo possível no cenário que tomo, garante que exista maior gama e disponibilidade de projetos educacionais. E isso me interessa muito, porque dentro dessa possibilidade eu insiro a variável Liberdade, que deveria, em tese, ser assegurada pelo livre mercado. Requer uma grande dose de tolerância aceitar que o projeto educacional do outro, tão diverso do meu ou do seu, também possa ser um projeto possível, e válido. A educação nem precisa ser um direito. É a vida que precisa ser um direito. E as idéias neste texto lhe incomodam muito não pela educação que se pode comprar como um serviço, mas pela falta de dinheiro para comprá-la. Não é a falta de educação nosso problema social, mas a falta mesma do dinheiro que nos daria o direito de comprá-la. Gosto de lembrar de Muhammad Yunus, o economista e banqueiro paquistanês que criou um sistema revolucionário de financiamento para os pobres de seus país: &#8220;Pobre não precisa de educação, pobre precisa de dinheiro&#8221;. Visão excessivamente capitalista? Para mim é lucidez. Para brasileiros que somos, o capitalismo mesmo é uma impossibilidade, pois preveria a livre circulação de bens, capitais e pessoas, algo ainda para nós muito distante. Estamos mesmo é mais próximos do coronelismo, com pessoas discutindo em nível nacional formas de controlar o modo como uma nação inteira deve ser educada. Sinal dos tempos.</p>
<p>Cordialmente.</p>
<p>Flávio Tonnetti<br />
<a href="http://www.ensino.blog.br" rel="nofollow">http://www.ensino.blog.br</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando</title>
		<link>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6059</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 19:53:51 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/#comment-6059</guid>
		<description>Curioso seu texto - e muito ambíguo. Não pela argumentação sobre os "direitos do consumidor" e todo o jargão empresarial que escora o parâmetro de verificação da qualidade do "serviço" educacional. Convenhamos que se trata de uma posição batida e propalada aos quatro ventos, aplicada desde o ensino fundamental até o universitário e de que qualquer publicitário de província lança mão quando quer apresentar suas mercadorias. Como você diz, o princípio é abstrato e serve à avaliação de cachorros-quentes, limpeza de carros etc... por que não educação, né? O que me pareceu curioso foi o fato de você considerar, de saída, que a educação é um "serviço", e não um "direito". Seja pública ou privada, não importa - ou parece, daí a ambiguidade. 
A curiosidade vem do fato de você postar este texto num momento em que a discussão sobre "avaliação" da qualidade da educação pública no estado estar quente e sendo feita do modo mais enviesado. É uma resposta à atual situação? Se for, como parece, o argumento tem algo de esquisito. Pois veja - caberia então à população do Estado a tarefa de se dirigir à Secretaria da Educação reivindicando seus direitos de consumidores lezados? A má qualidade do ensino se mede por sua não efetivação de quais promessas mercadológicas - ter um corpo saudável, aprender arte, passar no vestibular, o quê? Se o critério continua predominando, não há razões pra se contrapor ao pagamento por bonificação, às avaliações ostensivas, à perda dos dieritos trabalhistas dos professores... afinal, trata-se de uma empresa concorrendo pra enxugar seu orçamento e prestar um serviço mais eficiente ao cliente. A confusão entre um direito público e um serviço privado faz que a educação seja tratada como uma "questão de gosto". Não deixa de ser um parâmetro curioso, especialmente quando a formação do juízo de gosto, não passando pela experiência pública, é confundida com a arbitrariedade da escolha de um fulano qualquer diante de uma vitrine colorida. Sinal dos tempos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso seu texto - e muito ambíguo. Não pela argumentação sobre os &#8220;direitos do consumidor&#8221; e todo o jargão empresarial que escora o parâmetro de verificação da qualidade do &#8220;serviço&#8221; educacional. Convenhamos que se trata de uma posição batida e propalada aos quatro ventos, aplicada desde o ensino fundamental até o universitário e de que qualquer publicitário de província lança mão quando quer apresentar suas mercadorias. Como você diz, o princípio é abstrato e serve à avaliação de cachorros-quentes, limpeza de carros etc&#8230; por que não educação, né? O que me pareceu curioso foi o fato de você considerar, de saída, que a educação é um &#8220;serviço&#8221;, e não um &#8220;direito&#8221;. Seja pública ou privada, não importa - ou parece, daí a ambiguidade.<br />
A curiosidade vem do fato de você postar este texto num momento em que a discussão sobre &#8220;avaliação&#8221; da qualidade da educação pública no estado estar quente e sendo feita do modo mais enviesado. É uma resposta à atual situação? Se for, como parece, o argumento tem algo de esquisito. Pois veja - caberia então à população do Estado a tarefa de se dirigir à Secretaria da Educação reivindicando seus direitos de consumidores lezados? A má qualidade do ensino se mede por sua não efetivação de quais promessas mercadológicas - ter um corpo saudável, aprender arte, passar no vestibular, o quê? Se o critério continua predominando, não há razões pra se contrapor ao pagamento por bonificação, às avaliações ostensivas, à perda dos dieritos trabalhistas dos professores&#8230; afinal, trata-se de uma empresa concorrendo pra enxugar seu orçamento e prestar um serviço mais eficiente ao cliente. A confusão entre um direito público e um serviço privado faz que a educação seja tratada como uma &#8220;questão de gosto&#8221;. Não deixa de ser um parâmetro curioso, especialmente quando a formação do juízo de gosto, não passando pela experiência pública, é confundida com a arbitrariedade da escolha de um fulano qualquer diante de uma vitrine colorida. Sinal dos tempos.</p>
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