Arquivo de outubro, 2013

Mortos do Facebook: ensaio sobre memorialismo virtual

Por Flávio Tonnetti

O mundo digital abriu possibilidades para que a vida se manifestasse num novo espaço virtual. Nossas projeções de nós mesmos aumentaram os acontecimentos, registros e manifestações de nossas vidas. O que ninguém contava, no início dos mundos virtuais, é que também se converteriam em um novo lugar para a morte.

No espaço físico do mundo presencial, nos habituamos a lidar com os lugares geograficamente destinados à morte. Na cultura a partir da qual escrevo, criaram-se cemitérios, este tipo especial de lugar circunscrito no interior das cidades inteiramente dedicado a receber os mortos. Administrados por instituições, públicas ou privadas, são socialmente incorporados como espaços memorialistas. Mas de quem são os corpos digitais e a que lugar pertencem os mortos da internet? E como comportar os corpos virtuais vivos daqueles que entre nós morreram? Ler mais »

Cultura afro-brasileira e educação musical na Escola

Por Flávio Tonnetti

 

Tanto a África quanto a Música vão à escola por força da lei. No Brasil, duas leis diferentes, aprovadas no final da primeira década deste século XXI, condicionam a inserção de determinados conteúdos culturais nos currículos escolares – que estiveram apartados da educação brasileira durante décadas. Uma das leis tenta recuperar a presença da música nas escolas; a outra prevê incorporar ao currículo conteúdos das culturas africanas, entendidas como constituintes de nossa própria história como matriz cultural – numa diversidade de culturas que perpassa nossa linguagem e nossos corpos.
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Educação Musical e tecnologias de Educação a Distância

por Flávio  Tonnetti

 

.Buscando atender uma demanda social, o governo brasileiro promulgou uma lei tornando obrigatório o ensino de música na Educação Básica. A lei 11.769 institui, assim, o reconhecimento da música como conteúdo e prática cultural a ser preservada, mantida e ensinada para as novas gerações. Imediatamente criou-se uma nova demanda por educadores musicais, repetindo na música algo parecido ao que ocorreu em relação ao ensino de sociologia e filosofia, disciplinas que voltaram ao ensino médio também em virtude de uma lei no mesmo ano de 2008.

Para suprir esta demanda por educadores musicais, algumas universidades públicas e privadas passaram a complementar seus bacharelados com habilitações para o ensino e o fortalecimento, ou mesmo a implementação, de licenciaturas em música. Paralelamente a este fortalecimento de cursos presenciais já existentes, houve a adoção da modalidade de ensino à distância para formação de docentes de música – como é o caso da graduação em Educação Musical oferecida na modalidade de Educação a Distância pela UFSCar. Somadas estas ações, tudo nos leva a crer que num futuro próximo, graças à ampliação do número de licenciados em música, possa haver o oferecimento efetivo de música na Educação Básica e a garantia plena da realização da lei. Ler mais »